O deputado estadual, Marcos Barbosa, e o presidente da FAF, Gustavo Feijó, são amigos e mais do que isso, são vizinhos. Sensibilizado com as dificuldades financeiras que atravessa a FAF, o deputado Marcos Barbosa disponibilizou em suas emendas uma cota de R$ 200 mil para a casa do futebol. A emenda foi tratada como “curiosa” pela imprensa que cobre a política. Não tenho informação de um projeto específico da FAF para o recebimento desse valor, mas, sem dúvida nenhuma, como diz o slogan do referido deputado “É sempre bom ter um amigo”.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Que venha 2010 e os desafios para o futebol alagoano
Já vivemos o novo ano. 2010 promete ser uma temporada de muitos desafios para o futebol de Alagoas. O primeiro deles será para a Federação Alagoana de Futebol. A entidade mãe do futebol alagoano ainda não conseguiu estabilizar a competição da 1ª divisão. O evento tinha uma data, foi adiada, mas não se sabe ainda se o início será realmente no dia 16. O estádio em que a partida está marcada tem melhorias a fazer e a direção do clube pediu a FAF que um dos itens solicitados pelos relatórios da comissão de vistoria seja deixado de lado. Com este tipo de situação da para imaginar que em menos de 15 dias tenhamos estádios em condições? Mas não é apenas a FAF que tem seus “fantasmas” para exorcizar e encarrar desafios. Os nossos clubes também estão cheios de barreiras para atravessar. Talvez a mais complicada barreira a ser atravessada seja a do CSA. Detentor da maior quantidade de títulos no Estado, o CSA começa o ano tentando sair da lama, voltar a 1ª divisão e lutar contra um cenário agravado pela falta de um calendário. O CRB também tem seus desafios para o ano novo. O primeiro deles será manter um planejamento traçado para temporada. Sem o CSA e com um jejum de longos sete anos sem conquistar um titulo estadual, o Galo está sem dinheiro e optou por um time caseiro, com a base de jogadores da casa. Não se sabe se os resultados – que podem ser negativos – irão pressionar a direção a sair do trilho traçado. Já o ASA tem o maior desafio de sua vitoriosa década ao encarar um alagoano, em busca do bi, sem seu estádio e ter que jogar a mais importante competição da sua história: a Série B. Vamos encarar o ano de 2010 e torcer para que todos vençam seus desafios. Feliz Ano Novo a todos.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
O peso de ser uma estrela atrapalha Marta
Causou uma enorme frustração entre a maioria dos torcedores que estavam no Nelson Peixoto Feijó, a ausência da alagoana Marta no Jogo das Estrelas. Realmente várias pessoas estiveram presentes no Estádio com o intuito de ver uma alagoana que chegou à consagração pela quarta vez seguida ao ser considerada a melhor jogadora do planeta. No entanto, poucos alagoanos tiveram o prazer de observá-la jogando. Muita gente tem falado e comentado sobre a nossa estrela. Parece que Marta perdeu um pouco da humildade. Em todas as oportunidades em que estive perto da jogadora, ela sempre se manteve distante. Na cerimônia do Hall da Fama, entrevistá-la foi a coisa mais difícil do mundo. Tinha uma assessora que fazia questão de puxar e retirar a jogadora de perto da imprensa. No ano passado em uma cerimônia organizada pelo Governo do Estado, Marta recebeu uma condecoração, mas em seguida afirmou estar “cansada” e negou-se a falar com toda a imprensa presente. É claro que ninguém é obrigado a falar com a imprensa. É necessário que nós possamos respeitar este espaço que algumas celebridades optam. Mas uma personalidade do status de Marta precisa, em alguns momentos, estar próxima ao seu público. Especialmente em Alagoas, Marta tem uma legião de admiradores, de fãs, que querem ao menos, sentirem-se perto dela. Aloísio Chulapa deu o exemplo. Atendeu com paciência a todos. Vi uma cena de uma garota que pegou no braço de Chulapa e praticamente o arrastou para próximo ao alambrado. Era como se Aloísio fosse um troféu. E isso é normal. Marta mantém uma distância que passa a idéia de um “salto alto” negativo. É necessário que ela reveja isso. Até pessoas que iniciaram com ela no futebol feminino não a reconhecem mais como a mesma pessoa de antes. Marta tem o significado incomparável para Alagoas. Do nada, surgiu, despontou, mostrou um talento que a levou ao status de estrela. Precisa agora olhar um pouco para o seu público. Um simples gesto não vai tirar pedaço nenhum dela. E de tudo que se falou nos bastidores pela ausência da jogadora, não vou comentar. Fico – mesmo que extra oficialmente – com a informação de que sua ausência foi motivada por um problema de família com sua mãe. Mesmo assim não dá pra negar que a frustração por sua ausência causou um balde de água fria em boa parte do público presente no Nelsão. A maior estrela da festa não estava presente. Foi uma pena.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Feijó acertou e tem apoio para não mudar
Ele chegou a demorar um pouco para tomar a decisão, mas ela veio de forma acertada. O presidente da FAF, Gustavo Feijó, publicou um ato administrativo adiando para o dia 17 de janeiro o início do Alagoano 2010. Tenho absoluta certeza que até por ter aumentado o prazo, esta não era a decisão que o presidente da FAF gostaria de tomar. Feijó tem primado para manter uma visão empresarial para o estadual e mudanças são péssimas para este cenário. O empresário que tenciona investir no produto “alagoano 2010” não concorda com as mudanças, quer investir em algo mais “estável”, portanto, convenhamos, que o alagoano de hoje não traz nenhuma estabilidade. Mas Gustavo Feijó acertou e está correto ao adiar o inicio da competição pela irresponsabilidade dos nossos dirigentes e gestores. Falta muito para termos uma visão mais profissional do futebol. A luta agora é para que Feijó mantenha a decisão. Lembro que no ano passado, a mesma decisão foi tomada e depois o presidente começou a competição com um numero inferior de estádios. Se não tivesse cedido as pressões e mantido a decisão, talvez a visão dos dirigentes teriam mudado. Agora é hora de ofertar apoio ao presidente para que a decisão seja mantida. Não sei se é legal, mas acho que Feijó precisa criar algo diferente para o processo do próximo ano. Imagino que seria necessário criar duas condições para inscrever as equipes para 1ª divisão de 2011. A primeira seria o pagamento da anuidade e a outra seria que o clube só se inscreveria no alagoano com um estádio aprovado para jogar. Só depois deste prazo é que seria realizado o conselho arbitral, sem adiamento ou perspectivas de mudanças.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Pobre futebol alagoano...mais uma vez...todos desmoralizados
O “jeitinho” venceu novamente. Não adiantou o presidente da FAF, Gustavo Feijó, afirmar que a tolerância seria zero. Não adiantou o Ministério Público publicar um termo de ajuste de conduta. Não adiantou estabelecer em regulamento da competição que até o dia 13 todos os estádios que seriam utilizados na rodada inicial deveriam estar aprovados, senão os clubes teriam seus jogos marcados para outra praça. Todos foram desmoralizados mais uma vez pela forma morosa, irresponsável e danosa para o futebol alagoano com que agem os nossos dirigentes. A irresponsabilidade venceu mais uma vez. Durante a semana que antecedeu o prazo limite, o presidente da FAF chegou a declarar que mesmo que a medida – ter como prazo limite o dia 13 - divulgada por ele próprio, fosse tomada, não haveria como punir os infratores, pelo simples fato de não existir estádios para que os jogos fossem remarcados. Ficou claro que pelo segundo ano consecutivo, Feijó foi forçado a ter “jogo de cintura” para se adequar ao “jeitinho” que os clubes precisam para viabilizar o inicio do Alagoano. Em uma entrevista recente, concedida a mim, Feijó admitiu que perdeu a oportunidade de moralizar o assunto sobre estádios de futebol quando neste ano, anunciou o adiamento do alagoano e depois pelas pressões, voltou atrás e começou a competição sem o número mínimo de estádios suficientes. Nossos dirigentes não possuem responsabilidade ou continuam defendendo a bandeira que no último instante, no momento final, o “jeitinho” vai ser dado. E mais uma vez, apostaram e conseguiram o que queriam. A Federação Alagoana de Futebol continua com dificuldades em dar um norte a competição. Patrocinadores, parceiros, imprensa, torcedores e os próprios clubes ainda não sabem quando realmente começa a competição. Dentro dos méritos de conseguir trazer para o futebol de Alagoas a visibilidade através da transmissão de tv e de formar uma departamento de arbitragem profissional e respeitado, Feijó ainda não conseguiu “estabilizar a nave”. Se fossemos seguir a risca o regulamento, a primeira irregularidade no Alagoano já foi cometida, pois o prazo para as vistorias foi ampliado. Outros colegas jornalistas já apostaram que o assunto ia ter essa triste seqüência. Mas isto é como se fosse “pule de dez”. No fundo, todos sabiam que seria desta forma. Continuamos com os mesmos problemas, com as mesmas indefinições de antes, com os dirigentes agindo da mesma forma e com a FAF com as mãos atadas e com o Ministério Público aceitando toda a zorra cometida. Pobre futebol. Em mais um ano todos foram desmoralizados.
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