Não é de hoje que o presidente da FAF, Gustavo Feijó, tem lutado e expressado sua preocupação em relação aos estádios de futebol para o campeonato alagoano. Infelizmente com todos os alertas que já foram feitos, Feijó tem “pregado” no deserto. Por uma questão de desleixo, irresponsabilidade e muitas vezes, acreditando que a situação será empurrada com a barriga, nossos gestores, continuam os mesmos. O primeiro alerta foi feito em janeiro deste ano. Isto mesmo, Gustavo chegou a suspender o início do campeonato por falta de estádios, mas em seguida, cometeu o erro de começar a competição com um número limitado de estádios. Na época, Feijó já fez o alerta que para 2010, a situação iria ser modificada. Lembro que logo após o encerramento do alagoano, Feijó fez o primeiro o alerta, ainda no mês maio. Depois disto, o presidente da FAF sempre tem mostrado sua preocupação. A situação está chegando ao limite. Agora, Feijó promete usar o peso de sua caneta e já a partir de 13 de dezembro definir onde acontecerão os primeiros jogos da rodada inicial. Se Gustavo Feijó conseguir endurecer com os “folgados” gestores, vencerá o futebol alagoano. Não há mais espaço para tanta irresponsabilidade quando se fala de segurança nos estádios e o mínimo de conforto para o torcedor. É aguardar e esperar que aqueles que mais uma vez estão apostando no “jeitinho” possam quebrar a cara.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O peso da caneta de Feijó
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Até Zumbi lamentou a falta de vergonha do União
Não resta dúvida que Zumbi se “remexeu no tumulo” ao “saber” que o time do União – representante da Terra da Liberdade – “libertou ” as mais vergonhosas desculpas para evitar que a partida diante do Santa Rita chegasse ao fim. Foi uma atitude lamentável nos aspectos morais e esportivos. A FAF enfrentando dificuldades em um campeonato menos rentável que o da 1ª divisão, fez o que podia. Organizou a competição, conduziu até o final com brilhantismo. Os problemas só existiram no aspecto segurança, muito mais por despreparo de dirigentes e negligência da policia. Para um grande “finale até o nosso melhor produto de arbitragem foi designado. Mas o Francisco Carlos serve para comandar jogos nas principais praças esportivas do pais, mas não serve para uma final de 2ª divisão de Alagoas. Para com isso, que a discussão já deixa a todos irritados. Dentro de campo, o time do União se perdeu. Foi de uma covardia não demonstrada ao longo da competição, quando obteve o melhor desempenho. Uma pena! O time preocupou-se em distribuir botinadas, provocar e culpar a todos pelas quatro expulsões. Só não culparam seus próprios atletas, que de forma irresponsável, jogaram na lata do lixo a bela campanha do time. Para finalizar, alegaram a impossibilidade do goleiro Dias continuar na partida. Não posso afirmar que houve simulação, pois contusão e dor são subjetivas. Mas foi ouvido de forma clara a orientação vinda do banco de reservas e repassada pelo zagueiro Humberto para o goleiro Dias que ele “caísse para acabar aquela merda” (que me perdoem a palavra). A atitude do time do União foi indigna com a cidade, com a campanha feita, com os profissionais que trabalharam e acima de tudo, com o futebol, que se acaba aos poucos em atitudes pequenas como a ocorrida ontem em Boca da Mata.
O circo já foi armado! Quem fará o papel de palhaço? (II)
O presidente do CSA, Jorge VI, está em uma verdadeira guerra. A primeira batalha foi arregimentar votos para conseguir convocar a assembléia geral de clubes. Nesta batalha inicial o “general” João Batista – vice-presidente amador da FAF – foi fundamental para conseguir assinaturas, principalmente entre os times amadores. Agora vem outro passo: conseguir votos para convencer os clubes a serem favoráveis a participação do CSA na 1ª Divisão. Durante a assembléia geral, o CSA apresentará seus argumentos para convencer os clubes da sua participação. No entanto é claro que o time do Mutange não vai entrar na assembléia geral esperando apenas sensibilizar seus pares, as articulações já estão em andamento. Conseguir votos é uma batalha. Amizade, pressão política, conveniência, troca de favores, pedidos de padrinhos, tudo isso serão armas fundamentais para o CSA conseguir o seu objetivo. Lembro da verdadeira guerra que foi a eleição para presidência da FAF. Presidentes confinados em um hotel, procurações passadas, pois não se confiava nos que tinham direito a voto, traições, interferências políticas. Guardadas as devidas proporções, pois teoricamente, não existem adversários trabalhando contra e sim posicionamento contrários ao que o CSA deseja, o clube azulino irá enfrentar batalha semelhante. Alguns votos, por exemplo, serão emblemáticos. O pequeno e até desconhecido, Real Deodorense terá um peso importante. Para quem não sabe quem manda no Deodorense fique sabendo: Euclides Mello. Ele que chegou a ser anunciado como candidato a presidência do CSA. Depois da eleição, Euclides em fala com Jorge VI afirmou que daria apoio ao CSA. Pois bem, um voto contra do Real Deodorense mostrara claramente que resquícios da eleição permanecem vivos. Outro caso a ser analisado é o Penedense. Incluso na competição por uma decisão judicial, como se portará o clube ribeirinho diante de uma nova contenda jurídica? O Igaci que provocou toda a questão ao se ausentar do campeonato será que é favorável a que algum clube lhe substitua? O Corinthians Alagoano não assinou o pedido de convocação da assembléia mas tem enfrentado duras brigas jurídicas com a FAF e tem em toda a sua direção origens azulinas. Qual será o posicionamento? E o CRB, maior rival do clube azulino, que declarou publicamente a sua opção pelo retorno do adverário, desde que não seja por uma virada de mesa? E os clubes que vão pedir orientação a FAF? Qual será o encaminhamento da entidade máxima do futebol? Sem dúvida até a próxima quinta-feira muitas águas vão rolar por baixo desta ponte.
domingo, 8 de novembro de 2009
Escapamos de um precedente perigoso! Que bom para nosso pobre futebol
Que o nosso futebol vive um momento de extrema dificuldade todo mundo sabe, não é novidade para ninguém. No entanto, um dos fatos acontecidos durante a semana esportiva, traz um dos motivos pelo qual o nosso futebol atravessa uma situação tão complicada. É para não acreditar, mas Corinthians e CRB iniciaram uma negociação para venda e compra da vaga para Copa do Brasil. Diferente do que muitos acham ou que falam por aí, o Corinthians não tem feito charme. O clube vive uma situação financeira limite. Pensando de uma forma empresarial, o clube gastou cerca de R$ 2 milhões nos últimos dois anos, mesmo tendo reduzido de forma brutal a folha deste ano, quando usou uma base de garotos. O retrocesso do mercado atingiu de forma direta o clube, apesar de alguns negócios feitos nos últimos dois anos. Muitos destes foram empréstimos sem pagamento de valores ou até mesmo exposição para valorização do produto. Mesmo considerando este cenário de dificuldade, a possibilidade de vender a vaga foi algo no mínimo muito ruim para a imagem do clube e para um futebol que tenha pelo menos uma luz de seriedade. Se o Corinthians não tinha condição de disputar a competição, que alegue isto e desista. Mas condicionar desistência à manutenção da cota foi um absurdo. O Corinthians poderia até usar como caminho à “venda” do seu jogo para uma outra praça. Não temos um estádio em condições de receber um grande time. Se o time indicado para enfrentar o clube for um dos gigantes brasileiros, o Corinthians poderia fazer um levantamento de um estado no país, onde este clube tivesse um grande número de torcedores e ofertar o produto para este estado. Tão feia quando a atitude do Corinthians foi a do CRB em aceitar a possibilidade, fazendo uma contra-proposta. Não ficou bem, nem para um, nem para o outro. Falo isso, pois dentro das duas direções existem pessoas sérias, sem manchas nos seus currículos quando o assunto é honestidade. O assunto trouxe um precedente que poderia ser extremamente grave. Felizmente, o assunto não foi à frente. É esperar que este assunto tenha sido enterrado, inclusive, como idéia para futuras transações e esquecer que o futebol, mesmo o nosso pobre futebol, não merece isso.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O circo já foi armado! Quem fará o papel de palhaço? (I)
Hoje tem espetáculo? Tem, sim senhor. Quem pensa que circo e futebol não tem nada a ver está redondamente enganado. Os bastidores do futebol alagoano estão agitadíssimos com a movimentação do CSA querendo a todo custo retornar para a 1ª divisão. Agora que a FAF “lavou as mãos”, o CSA , vai procurar o caminho “legal” para arquitetar seu retorno. Agora que a coisa já foi para o ventilador, ninguém, absolutamente ninguém, quer assumir responsabilidades. O primeiro a sair da reta foi o presidente Gustavo Feijó. De forma precipitada, Feijó declarou em alto e bom som, que se o Corinthians Alagoano desistisse de disputar o alagoano, antes de o conselho arbitral ser formatado, o CSA disputaria a 1ª divisão. Não foi o Corinthians, foi o Igaci, mas a condição colocada pelo presidente foi a mesma. Este era um entendimento do presidente, que do alto do seu cargo, tinha plena consciência que uma declaração como essa causaria um tremendo furor. Foi isso que aconteceu. Em reuniões preliminares, Feijó teria dito a pessoas do CSA que a possibilidade do Azulão disputar a 1ª divisão era de 100%, nem mais, nem menos, 100%. Aos poucos, a certeza de Feijó foi se desmoronando. Durante a reunião, a rejeição demonstrada por alguns membros da imprensa esportiva, a insatisfação de alguns clubes, no tocante ao retorno do CSA e a promessa que torcedores de outros times, usariam a ferramenta da justiça para barrar o campeonato, começaram a tirar o sono do presidente. Logo após a reunião do seminário que discutiu o futebol, o vice-jurídico da FAF, Carlos Henrique, já se mostrava contrário a idéia do CSA disputar a competição, Feijó insistiu para que em uma análise a situação fosse resolvida. Dias depois, venceu a decisão técnica, mas o caso não se deu por encerrado. Ontem na sede da FAF, o presidente do CSA, Jorge VI perambulava de canto a canto, pedindo para que os clubes assinassem um documento para o CSA convocar uma assembléia geral. Jorge VI tinha até um secretário, ajudando na condução dos presidentes que chegavam a casa. O “secretário” era Davi Holanda, que ligado a FAF mostrava que nas entrelinhas, a FAF não assumirá em público, mas tem participação na articulação que o CSA vem montando. Após serem contactados, os presidentes eram levados para a sala do presidente Gustavo Feijó, onde já se encontrava Jorge VI, em pleno ato de campanha, por assinaturas e por votos.
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