quarta-feira, 20 de maio de 2009

Desunião e sem força


Eles estão conseguindo. A cada dia que passa o CSA está mais dividido. Não bastou a lição do rebaixamento. Os dirigentes do CSA ainda não aprenderam. A diretoria executiva, representada pelo presidente Abel Duarte e a junta diretiva, representada por Cícero Cavalcante e Raimundo Tavares, não se entendem. Neste ritmo de desunião, a Série D, que está para cair no colo do CSA poderá ser uma bomba. Como gestor do futebol alagoano, Gustavo Feijó, está preocupado. Conversei por telefone com o presidente Gustavo Feijó e ele revelou que iria buscar uma última possibilidade de reconciliação. Mas o próprio Feijó, pelo que tem ouvido de um lado e de outro, admite que é quase impossível conciliar. Abel tem preocupações com situações que estão em aberto no CSA. Existem recursos que precisam ser pagos e que ainda não existe idéia de quando serão honrados. O recurso que chegou referente ao mecanismo de solidariedade do jogador Deco abateu parte da dívida existente com o vice presidente Alberto Mirindiba, que retornou ao departamento de futebol. No entanto ainda existe cerca de R$ 30 mil para saldar empréstimos realizados por Mirindiba. Outro que está na fila de espera é o conselheiro Marreta. Ele espera por quase R$ 30 mil. Por fim, o próprio Abel precisa resgatar quase R$ 20 mil em cheques sem fundo do CSA. No lado da junta diretiva, Cícero, que não tem medida para por dinheiro no CSA – somente no alagoano foi colocado quase R$ 200 mil - e Raimundo Tavares sentem culpa pelo rebaixamento e querem “limpar a barra” com a torcida do CSA. Mas exigem total independência. Tavares gostaria inclusive de assumir toda a divisão de base do CSA. A sua empresa iria cobrir todas as despesas da base azulina, mas teria direito a 50% relativos aos jogadores que chegassem ao time principal. Sem que exista um entendimento, a Série D, que deverá cair no colo do CSA, parecerá mais uma grande bomba. Abel já mostrou que o seu projeto administrativo e de somar apoios é ineficaz. Com Abel, o CSA não teve dinheiro para honrar folha de pagamento e até comida faltou no Mutange. A junta diretiva até quer, mas não há confiança das instâncias de poder do CSA para entregarem novamente o clube a Raimundo Tavares e Cícero Cavalcante. O CSA continua altamente dividido. E como diz um ex-dirigente azulino, Euclides Mello, o lema azulino foi rasgado. Hoje imperam a divergências e o enfraquecimento. Bem que poderia ser “desunião sem força”.

Qual o tamanho da torcida do CRB?

A direção do CRB fez um apelo a torcida do CRB. Para pelo menos não ter prejuízo jogando no Rei Pelé, o CRB precisa ter um mínimo de 3 mil pagantes por jogo. Parece pouco, mas só foi feito o pedido para conscientizar o torcedor que a participação dele será fundamental na tentativa do clube retornar a Série B. Diferente dos anos anteriores não existe mais um grande time a ser visto, não existe um jogo a ser transmitido para todo Brasil, não existe uma atração que ocupe a liderança da Série B e precise ser batido para o torcedor do CRB fazer sua parte. É lógico que a maior atração agora será o próprio CRB. A torcida regatiana já deu exemplos belíssimos de estar com o clube em situações limites. Assim foi, por exemplo, os dois shows contra América/RN e Remo, quando o CRB lutava para não cair. No entanto é real que a torcida do CRB também é exigente e mostra um nível de cobrança diferente de outras equipes. Partindo deste principio é que a direção do CRB faz um apelo ao torcedor Existe um receio imenso que a torcida não abrace o clube na competição em função da equipe ainda não ter passado confiança ao torcedor. A competição, a qualidade do time e principalmente os resultados obtidos são barreiras para que o CRB consiga seu objetivo de ter pelo menos três mil torcedores por jogo. A competição poderá apontar qual o tamanho da torcida do CRB.